Arquivado em: 6. o primeiro brainstorming
Antes do primeiro brainstorming com a banda, tentei munir-me de alguns exemplos que me pudessem ajudar a perceber o que eles pretendiam. Reuni uma selecção de capas de álbuns, bem como cartazes e algumas imagens alusivas a bandas e pedi-lhes que seleccionassem as que mais lhes agradassem.
Levei também alguns materiais como hipótese para a embalagem do álbum (cartão, papel kraft, etc.) e todos concordámos que o cartão era a melhor hipótese. Analisámos então os vários exemplos de esquemas de cores impressos no cartão e concordámos que os tons ocres eram a melhor opção.
Passámos então à discussão sobre o logotipo, a que suscitou a maior divergência de opiniões. O João e o Rui mostraram-me capas de alguns álbuns e vinis que iam dos Doors a Bright Eyes, passando por várias bandas que nem eles próprios chegaram a ouvir, visto que muitos dos discos já pertenceram aos pais. Foi então que me apercebi que ainda não tinha existido qualquer tipo de discussão entre eles no que toca à imagem que pretendem transmitir. Enquanto um sugeria um estilo vintage, o outro achava que deviam ser mais plásticos, com formas mais abstractas. Mais tarde um sugere um estilo seventies e o outro diz que isso lembra disco music. Durante esta fase de discussão, resta-me apenas observar e tentar intervir com sugestões pertinentes de forma a orientar as ideias no sentido mais conveniente, tentando fugir do cliché sempre que possível e perceber o que cada um deles gosta e quer realmente fazer.
Foi então que o João me mostrou alguns sketches que já tinha feito a pensar na ambiência da banda. Pareceu-me ter conseguido criar um estilo interessante e bastante adaptado ao género de música que a banda toca. Trouxe comigo os desenhos para passar à digitalização e ver de que forma consigo fazê-los funcionar num ambiente multimédia.




Arquivado em: 5. a apropriação de Damien Hirst
Pretendo explorar mais a fundo este assunto mas, por enquanto, deixo aqui o lembrete retirado da wikipedia, mas que me abre caminho para uma pesquisa mais a fundo.
Work philosophy
Although Hirst participated physically in the making of early works, he has always needed assistants (Carl Freedman helped with the first vitrines), and now the volume of work produced necessitates a “factory” setup, akin to Andy Warhol’s or a Renaissance studio. This has led to questions about authenticity, as was highlighted in 1997, when a spin painting that Hirst said was a “forgery” appeared at sale, although he had previously said that he often had nothing to do with the creation of these pieces.
Hirst said that he only painted five spot paintings himself because, “I couldn’t be fucking arsed doing it”; he described his efforts as “shite”—”They’re shit compared to … the best person who ever painted spots for me was Rachel. She’s brilliant. Absolutely fucking brilliant. The best spot painting you can have by me is one painted by Rachel.” He also describes another painting assistant who was leaving and asked for one of the paintings. Hirst told her to, “‘make one of your own.’ And she said, ‘No, I want one of yours.’ But the only difference, between one painted by her and one of mine, is the money.’” By February 1999, two assistants had painted 300 spot paintings.
Hirst sees the real creative act as being the conception, not the execution, and that, as the progenitor of the idea, he is therefore the artist:
“ Art goes on in your head,” he says. “If you said something interesting, that might be a title for a work of art and I’d write it down. Art comes from everywhere. It’s your response to your surroundings. There are on-going ideas I’ve been working out for years, like how to make a rainbow in a gallery. I’ve always got a massive list of titles, of ideas for shows, and of works without titles. ”
Hirst is also known to volunteer repair work on his projects after a client has made a purchase. For example, this service was offered in the case of the suspended shark purchased by Steven A. Cohen.
Appropriation
In 1999, chef Marco Pierre White said Hirst’s Butterflies On Mars had plagiarised his own work, Rising Sun, which he then put on display in the restaurant Quo Vadis in place of the Hirst work.
In 2000, Hirst was sued for breach of copyright over his sculpture, Hymn, which was a 20 foot, six ton, enlargement of his son Connor’s 14″ Young Scientist Anatomy Set, designed by Norman Emms, 10,000 of which are sold a year by Hull-based toy manufacturer Humbrol for £14.99 each. Hirst paid an undisclosed sum to two charities, Children Nationwide and the Toy Trust in an out-of-court settlement, as well as a “good will payment” to Emms. The charitable donation was less than Emms had hoped for. Hirst also agreed to restrictions on further reproductions of his sculpture.
In 2006, a graphic artist and former research associate at the Royal College of Art, Robert Dixon, stated Hirst’s print Valium had “unmistakable similarities” to one of his own designs. Hirst’s manager contested this by explaining the origin of Hirst’s piece was from a book The Penguin Dictionary of Curious and Interesting Geometry (1991)—not realising this was where Dixon’s design had been published.
In 2007, artist John LeKay said he was a friend of Damien Hirst 1992–1994 and had given him a “marked-up duplicate copy” of a Carolina Biological Supply Company catalogue, adding “You have no idea how much he got from this catalogue. The Cow Divided is on page 647 – it is a model of a cow divided down the centre, like his piece.” This refers to Hirst’s work Mother and Child, Divided—a cow and calf cut in half and placed in formaldehyde. LeKay also claimed Hirst had copied the idea of For the Love of God from LeKay’s crystal skulls made in 1993, and said, “I would like Damien to acknowledge that ‘John really did inspire the skull and influenced my work a lot.’”
Arquivado em: 3. a citação
I try to be invisible as a designer. I try not to have a style… I do have a style, though, because I have formulas. I just don’t impose a singular style on every job I do.
Fraser Muggeridge / Profile / Grafik Magazine 159
Arquivado em: 2. a proposta
Tema
Cooperação entre designer e cliente
1.Sujeito
Ideia
Partilha de opiniões, gostos, experiências e objectivos entre designer e cliente.
Motivação
Atingir um resultado final de projecto satisfatório para ambas as partes.
Problema
A falta de comunicação entre as partes envolvidas no projecto pode dificultar, encarecer e prolongar a duração da sua execução.
Erro
É habitual o designer ver rejeitada a sua proposta arduamente elaborada devido a pequenos pormenores que desagradam ao cliente. Isto poderia ser evitado havendo uma maior interacção e discussão durante as diferentes fases da metodologia projectual.
Intenção
Com este projecto pretendo preparar-me para o mercado de trabalho, utilizando diferentes ferramentas e técnicas e documentando as fases da minha aprendizagem e da descoberta do meu próprio método de trabalho através da tentativa e erro.
2.Cenário
O que é?
A minha proposta de trabalho consiste na criação da identidade gráfica de uma banda de garagem.
Para que serve?
A principal finalidade deste trabalho é o lançamento e promoção da banda, ou seja, fazer com que esta ganhe visibilidade junto de apreciadores do género, editoras potencialmente interessadas ou proprietários de locais para espectáculos.
Onde se situa?
A intenção inicial é de que o projecto culmine na criação de um website onde será exposto todo o trabalho desenvolvido. Será também elaborado um livro onde serão descritas as fases do projecto e as conclusões retiradas durante a sua elaboração.
Para quem se destina?
Como referido anteriormente, o website terá como público-alvo não só os fãs ou curiosos, como também servirá para a promoção da banda frente a potenciais editoras ou proprietários de locais para espectáculos.
Qual o contexto?
Este projecto insere-se no contexto da música experimental, uma área na qual sempre desejei trabalhar.
3. Modelo
Tarefas do designer
- promover o brainstorming;
- apresentar ideias para discussão;
- propor soluções para eventuais problemas
- promover um bom ritmo de trabalho
- analisar opiniões e preferências do cliente
- esforçar-se por elaborar um trabalho satisfatório para ambas as partes
Fabricação
Documentação
Esquissos
Disseminação do projecto
A disseminação do projecto poderá ser feita através de cartazes alusivos à banda ou distribuição de flyers aquando dos concertos. Em suma, o projecto será publicitado sempre que a banda o for, acabando mais tarde por se tornar quase independente.
4. Apresentação
Representação
Simulação do projecto
Mapeamento dos processos
- definição do estilo a utilizar nos vários objectos (cores, tipos de letra, formas, etc.);
- logótipo
- fotografias (estúdio e exterior);
- layout álbum;
- merchandise (t-shirts, postais, pins, stickers);
- layout website;
- layout myspace
Protótipo
Variações e declinações
Todas as fases do projecto estão sujeitas a alterações, visto que é pretendido que este seja bastante experimental e aberto à discussão.
Arquivado em: 1. a ideia
Através da criação deste blog, proponho-me descrever e ilustrar as várias fases de desenvolvimento do meu projecto global [ou projecto-tese].
Nesta fase inicial, já decidi qual será o tema sobre o qual me vou debruçar: a cooperação entre designer e cliente. Através da colaboração directa com os elementos de uma banda de garagem, conhecida como “Café com Cheirinho”, pretende-se desenvolver uma imagem gráfica apelativa para o público e os media, ao mesmo tempo que se mantém fiel aos gostos e interesses da banda.
A documentação das fases do projecto, com os seus sucessos e insucessos, servirá como mote para a elaboração de um livro em que poderei falar da minha experiência, aprendizagem e descoberta de uma forma que, espero eu, possa auxiliar outros designers que se encontrem na minha posição.